Estratégia do C6 mira valorização antes que mercado revise a Selic
C6 Bank – Em seu relatório de alocação mensal, o banco elevou a fatia de títulos prefixados ao enxergar espaço para que os juros futuros recuem para 13,5%, movimento que pode turbinar o retorno dessa classe de ativos.
- Em resumo: Exposição a prefixados sobe e pode capturar ganho extra se a curva de juros ceder.
Por que o juro futuro pode cair mais?
A instituição avalia que a reação inicial do mercado ao conflito no Oriente Médio – que pressionou o petróleo e inflou as expectativas de inflação – foi exagerada. Dados de expectativas coletados pela Reuters mostram que, mesmo diante da tensão geopolítica, o prêmio de risco começou a ceder.
“Em meio às incertezas, o mercado chegou a embutir que a taxa não cairia abaixo de 14%, mesmo no longo prazo. Hoje, essa expectativa já recuou para algo próximo de 13,5%”, destaca o C6 Bank.
Impacto nas carteiras: do conservador ao agressivo
No portfólio conservador, a parcela prefixada passou de 0% para 3%. No perfil moderado, dobrou para 7%, enquanto o agressivo agora reserva 15% a essa classe. A mudança ocorre em um momento em que a Selic, aos 13,75% ao ano desde agosto de 2023, pode iniciar ciclo de cortes a partir do segundo semestre, segundo sinalizações recentes do Banco Central. Caso o cenário se materialize, quem fixar a taxa hoje trava rendimentos mais altos e ainda se beneficia da marcação a mercado.
Mesmo assim, o banco manteve exposição máxima a papéis atrelados ao IPCA, reforçando a proteção contra uma inflação que ainda roda acima da meta – o IPCA-15 anualizado segue perto de 5%. Esse equilíbrio entre defender o poder de compra e capturar prêmio real resume a postura tática do C6 diante de um quadro global instável.
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Crédito da imagem: Divulgação / Getty Images