Demanda firme em EUA e Europa sustenta estratégia da gigante da celulose
Suzano – A fabricante brasileira reportou, em 30 de maio, que o consumo de papéis permanece robusto nos Estados Unidos e na Europa, cenário que dá fôlego para políticas de preço regionais e reforça a proteção cambial de US$ 5,6 bilhões contra a volatilidade do dólar.
- Em resumo: hedge cobre até 75% da exposição ao dólar e pode adicionar R$ 400-500 mi ao caixa no 2T26.
Hedge bilionário reduz risco cambial
A posição de derivativos, segundo o vice-presidente financeiro Marcos Assumpção, garante alívio se o câmbio recuar. Cálculos internos indicam ajuste positivo de R$ 200 mi com o dólar a R$ 5,22 — valor que pode dobrar caso a moeda recue para a região de R$ 5, apontou dados compilados pela Bloomberg.
“A carteira funciona muito bem quando o real se aprecia; o impacto operacional é compensado pelo resultado financeiro”, disse Assumpção.
Tarifa menor reabre porta dos EUA; América Latina vira plano B
Após Washington cortar de 50% para 10% a tarifa extra sobre papel brasileiro, a Suzano retomou embarques diretos aos EUA. No período de transição, a companhia direcionou volumes a Argentina, Uruguai e Paraguai, mercados considerados “destino natural” pelo CEO João Alberto de Abreu.
Analistas lembram que o setor de celulose já exporta para mais de 100 países e que o consumo global caminha para 505 milhões de toneladas até 2030, segundo a FAO. A resiliência vista no 1T26 reforça as margens em meio às tensões logísticas geradas pelos conflitos no Oriente Médio e pela desaceleração chinesa.
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Crédito da imagem: Divulgação / Suzano