Estratégia do maior banco dos EUA mira blindagem de patrimônio em ciclos de alta de preços
JP Morgan – Em relatório recente, o banco norte-americano descreveu a inflação como uma “montanha-russa” capaz de corroer fortunas de forma quase imperceptível, defendendo um ativo específico como escudo imediato para investidores e grandes famílias globais.
- Em resumo: instituição vê a preservação real do capital ameaçada e sugere migrar parte da carteira para um instrumento indexado à inflação.
Por que a inflação ameaça a riqueza, segundo o banco
O JP Morgan lembra que choques sucessivos de preços podem “destruir décadas de ganhos em poucos trimestres”. A avaliação vem após novos sinais de pressão inflacionária em economias maduras, enquanto no Brasil o IPCA voltou a surpreender, de acordo com dados compilados pela Reuters.
“Há um risco silencioso à riqueza quando a renda real não acompanha o custo de vida; ativos nominais perdem poder de compra e o efeito se agrava com juros voláteis”, destaca o documento do banco.
Como o ativo proposto se comporta no atual cenário
O “refúgio” apontado pelo JP Morgan são títulos protegidos pela inflação – no caso brasileiro, NTN-Bs –, que ajustam principal e cupom ao índice de preços. Esse mecanismo garante ganho real, mesmo em picos inflacionários. Nos EUA, instrumentos equivalentes (TIPS) ganharam captação recorde desde 2022, quando a inflação local atingiu o maior patamar em quatro décadas.
Especialistas lembram que, em 2021, a inflação brasileira superou 10% no acumulado de 12 meses, comprometendo rendimentos de aplicações de renda fixa tradicional. A partir de então, o Banco Central elevou a Selic a níveis de dois dígitos, medida que reduziu parte da pressão mas manteve o debate sobre proteção real do capital.
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Crédito da imagem: Divulgação / JP Morgan