Analista expõe onde podem surgir os maiores dividendos do mercado imobiliário
InfoMoney – Em transmissão recente no YouTube, o programa Liga de FIIs convidou o professor Mira para explicar como a combinação de cortes na Selic e instabilidade geopolítica mexe, de imediato, com o bolso de quem investe em fundos imobiliários.
- Em resumo: Juros menores tendem a valorizar FIIs de “tijolo”, mesmo com pressões inflacionárias vindas do exterior.
Corte de juros muda o jogo para o investidor
O Banco Central marcou o início do ciclo de flexibilização monetária com um corte de 0,50 ponto-percentual, movimento acompanhado de perto por agentes de mercado. De acordo com reportagem do Valor Econômico, a autoridade monetária sinalizou novos ajustes se a trajetória inflacionária permitir.
“Ruídos de curto prazo existem, mas disciplina nos aportes vale mais do que acertar o menor preço histórico”, frisou Mira durante o programa.
Impacto no mercado e oportunidade nos FIIs de tijolo
Historicamente, cada ponto de queda na Selic reduz o custo de capital de empresas do setor imobiliário, incentivando novas locações e renegociações de aluguéis. Isso tende a reduzir a vacância e impulsionar a receita dos fundos, sobretudo em segmentos corporativos e logísticos.
Além do cenário doméstico, conflitos no Oriente Médio e a volatilidade do petróleo adicionam risco de inflação global. Ainda assim, a menor atratividade dos títulos de renda fixa local amplia o fluxo para ativos de risco — cenário em que os FIIs mais atrelados à atividade econômica despontam como rota natural de capital.
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Crédito da imagem: Divulgação / InfoMoney