Estratégia mira contratos B2B de maior rentabilidade e afasta disputa com varejistas on-line
Sequoia Logística – A companhia anunciou a alienação de sua unidade de e-commerce ao Mercado Livre por US$ 7,5 milhões, movimento que marca sua retirada definitiva da entrega de pacotes do varejo on-line e redireciona o portfólio para serviços de maior margem.
- Em resumo: Venda enxuta libera caixa e realoca capital para operações B2B e omnichannel.
Por que o negócio saiu por só US$ 7,5 milhões?
O valor modesto reflete a forte verticalização logística dos próprios marketplaces, que reduziu receitas de terceirizadas como a Sequoia. De 2021 para cá, Amazon, Shopee e o próprio Mercado Livre internalizaram rotas, pressionando preços e volume, segundo dados compilados pela Reuters.
“A rentabilidade da vertical de e-commerce caiu mais de 40% em 18 meses, inviabilizando a permanência no segmento”, informou a Sequoia em fato relevante.
Impacto para o setor e para os investidores
A reestruturação ocorre em meio a juros de 13,25% ao ano, custo que torna a geração de caixa imediata prioridade para empresas alavancadas. Ao se concentrar em logística contratual e fulfillment corporativo, a Sequoia passa a disputar contratos recorrentes e menos sensíveis a promoções, tendência já adotada pela FedEx e DHL em ciclos de aperto monetário anteriores.
O que você acha? Outras transportadoras devem seguir a mesma rota e abandonar o e-commerce puro? Para mais análises sobre logística e mercado de capitais, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Sequoia Logística