Recomendações apontam rotação para ações defensivas de alto dividendo
PETROBRAS – A petroleira estatal voltou ao topo das recomendações mensais, desbancando PRIO e reforçando a preferência dos analistas por ativos de energia com forte geração de caixa e distribuição recorde de dividendos, segundo carteiras divulgadas recentemente.
- Em resumo: nove das principais casas de análise incluíram Petrobras como escolha prioritária para abril.
Dividendos robustos e petróleo acima de US$ 80 explicam o otimismo
Com o Brent sustentado acima de US$ 80 o barril e a expectativa de manutenção da política de remuneração aos acionistas, gestoras enxergam na estatal um colchão de valor mesmo em cenário de juros elevados. Dados compilados pela Reuters mostram que a empresa pagou cerca de R$ 215 bilhões em proventos nos últimos dois anos, o maior montante da história corporativa brasileira.
“Petrobras continua exibindo o melhor retorno em dividend yield da B3, superando 20% projetados para 2024”, destaca relatório de uma corretora líder citado nas carteiras.
Bancos tradicionais voltam ao radar em meio a Selic cadente
Além do setor de energia, Itaú Unibanco e Banco do Brasil ganharam espaço nas seleções. A leitura é que a flexibilização gradual da Selic — que caiu para 10,75% na última reunião do Copom — tende a destravar crédito e elevar o ROE das instituições. Historicamente, cada corte de 100 pontos-base na taxa básica adiciona até 5% no lucro consolidado dos grandes bancos, segundo projeções da Anbima.
Já PRIO, estrela de 2023, perdeu tração após revisão de produção no campo de Frade, embora siga presente em quatro carteiras. Analistas citam volatilidade maior no curto prazo, mas reconhecem potencial de alta caso o petróleo avance para o intervalo de US$ 90–95.
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Crédito da imagem: Divulgação / Petrobras