Premissas de preços mais altos de minério e petróleo redesenham planejamento financeiro
Vale — Em atualização enviada ao mercado nesta terça-feira (12), a mineradora disse que a nova escala de preços do minério de ferro e do petróleo, impulsionada pelo conflito no Oriente Médio, deve engordar em cerca de US$ 1,5 bilhão o fluxo de caixa livre de 2026, movimentando apostas de investidores no curto prazo.
- Em resumo: projeção considera minério a US$ 112/t, Brent a US$ 104/barril e câmbio de R$ 4,90.
Minério de ferro: hedge e dólar forte ampliam rentabilidade
O segmento de Soluções de Minério de Ferro lidera o ganho previsto. Segundo dados compilados pela Reuters, os contratos futuros em Singapura acumulam alta de dois dígitos desde o início do conflito, reforçando as novas premissas da companhia.
A Vale estima adicionar US$ 1,2 bilhão ao EBITDA em 2026, mais US$ 425 milhões via hedge cambial e de combustível, mesmo com aumento de US$ 100 milhões em manutenção.
Níquel: volatilidade alta, mas potencial de até US$ 2,45 bi no EBITDA
Para a Vale Base Metals, o horizonte é menos linear. O EBITDA de 2026 pode oscilar de US$ 1,15 bilhão a US$ 2 bilhões — reflexo da oferta abundante da Indonésia e de movimentos da indústria de veículos elétricos. Já para 2027, o intervalo sobe para US$ 1,6 bilhão-US$ 2,45 bilhões. Analistas destacam que o metal permanece 35% abaixo do pico de 2022, mas qualquer choque de oferta pode acelerar a curva.
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Crédito da imagem: Divulgação / Vale