Simulação revela ganho de capital capaz de superar o CDI em 12 meses
Tesouro Nacional – As taxas dos papéis IPCA+ recuaram até 10 pontos-base na sexta-feira (17) e acenderam o alerta de que novos fechamentos de apenas 0,5 ponto podem turbinar o retorno dos títulos, entregando até 23,7% em um ano.
- Em resumo: Um corte adicional de 50 bps no juro real já faria NTN-B 2050 render 9,4 p.p. acima do CDI projetado.
Simulação mostra upside de dois dígitos
Levantamento da Ghia Multi Family Office indica que, com o juro real caindo de 7,5% para 7,0%, a NTN-B 2032 proporcionaria 15,2% em 12 meses, enquanto o papel 2035 entregaria 16,4%. No caso do 2050, o retorno salta para 23,7%, conforme apontam dados da Bloomberg sobre duration e sensibilidade a juros.
“Para capturar o upside sem exagerar no risco, preferimos vencimentos entre 2030 e 2032”, detalha Tadeu Arantes, head de alocação da gestora.
Por que o prêmio real brasileiro está fora da curva
Mesmo após a queda recente, o juro real de 10 anos está em 7,5% – patamar comparável aos piores momentos de 2015-2016 e 5,65 p.p. acima das TIPS norte-americanas. Para investidores, essa distorção cria uma oportunidade porque o CDS de cinco anos do Brasil (126 pts) sinaliza risco-país menor que o de pares que pagam rendimentos próximos, como Turquia e Argentina.
Analistas lembram que o cenário fiscal pressiona, mas a dívida pública se torna matematicamente insustentável com essa taxa real. Historicamente, quando o superávit primário não sobe o suficiente, o ajuste costuma vir pela queda dos juros – o que favorece quem já está posicionado em NTN-Bs.
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