Volatilidade global testa resistência do bolso do investidor brasileiro
BTG Pactual – A leitura mais recente do mercado aponta para um dia tenso: petróleo se mantém firme na faixa de US$ 92-115, o dólar volta a tocar R$ 5 e o Banco Central ajusta para cima a projeção de inflação, enquanto o Focus crava Selic em 13,25%.
- Em resumo: commodity energética em alta e câmbio instável elevam risco inflacionário e desafiam a curva de juros.
Petróleo segue escalada e amplia temor de custo de energia
O barril opera novamente perto da parte superior do canal de preço, reflexo direto das incertezas sobre um cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. Segundo Lucas Costa, analista do BTG, a cotação só sairá desse corredor se houver definição clara sobre o conflito. Dados da Reuters mostram que, desde o fim de 2025, o Brent acumulou avanço consistente.
“Quando o barril encosta em US$ 92, ele encontra suporte; ao aproximar-se de US$ 115, surge força vendedora”, detalha Costa.
Dólar volátil e Focus revisado: prova de fogo para a Selic
O índice DXY saltou 1,5% desde 11 de maio, renovando máxima em 99,240 pontos e contaminando mercados emergentes. No Brasil, a divisa rompeu R$ 5 em meio à preocupação com o prolongamento da guerra no Oriente Médio e às incertezas eleitorais de 2026. Paralelamente, o Boletim Focus elevou a projeção de inflação de 3,9% para 3,92% e cravou Selic em 13,25%, reforçando o viés de aperto monetário.
Historicamente, cada 10% de alta do petróleo adiciona até 0,4 ponto percentual à inflação doméstica, segundo estimativas do Ipea. Caso o combustível permaneça pressionado, o BC pode enfrentar dificuldade extra para iniciar cortes de juros, o que atrasaria a retomada de setores sensíveis ao crédito, como construção civil e varejo.
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Crédito da imagem: Divulgação / MoneyTimes