Escalada geopolítica eleva o risco e esfria o apetite por ações brasileiras
Ibovespa – Na manhã desta terça-feira (7), o principal índice da B3 abriu em leve queda, refletindo a cautela global disparada pelo ultimato do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, ao Irã sobre o Estreito de Ormuz. O dólar, por sua vez, se mantém praticamente estável depois de ter tocado a mínima em quase dois meses.
- Em resumo: tensão militar pressiona commodities e impede nova rodada de alta no Ibovespa.
Petróleo dispara e contamina o humor das bolsas
O aviso de Trump de que “qualquer bloqueio a navios americanos será visto como ato de guerra” turbinou o petróleo Brent, que subiu mais de 3% nas primeiras horas de pregão, de acordo com dados da Reuters. Como consequência, investidores reduziram posições em ativos de risco e migraram para o dólar e para Treasuries.
Operadores apontam que cada US$ 1 de alta no barril pode subtrair até 0,04 ponto percentual do PIB brasileiro, dada a dependência de combustíveis importados.
Por que a moeda dos EUA não disparou?
Apesar do clima tenso, a divisa americana segue próxima de R$ X,XX — piso desde fevereiro. Analistas explicam que o fluxo de entradas para a safra recorde de soja e a expectativa de alta de 0,50 p.p. na Selic, na próxima decisão do Banco Central, neutralizam parte da busca global por segurança. Além disso, o índice DXY cedeu ligeiramente, refletindo apostas de que o Federal Reserve manterá juros inalterados em seu encontro de maio.
No pano de fundo doméstico, a inflação ao consumidor medida pelo IPCA-15 desacelerou para 0,30% em março, reforçando a atratividade do real. A combinação de juro real elevado e melhora das contas externas vem sustentando o câmbio, mesmo em dias de aversão mundial ao risco.
O que você acha? A tensão em Ormuz vai mudar seu portfólio? Para mais análises e notícias do mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Exame