Falta de reserva de emergência expõe milhões a dívidas caras
Anbima – Levantamento recente mostra que um terço dos brasileiros ainda não guarda nenhum centavo para imprevistos, enquanto apenas 15% têm fôlego financeiro para seis meses ou mais, patamar considerado mínimo por especialistas.
- Em resumo: 33% sem poupança; só 15% com reserva para meio ano.
Por que o colchão de segurança é vital em 2024
A combinação de Selic a 10,50% ao ano e inflação ainda resistente encarece linhas de crédito emergenciais. Segundo dados do Banco Central, o rotativo do cartão já supera 430% no acumulado de 12 meses.
Para cada R$ 1 mil financiados no rotativo, o brasileiro pode pagar mais de R$ 4,3 mil em juros ao fim de um ano, caso não possua reserva para cobrir emergências.
Consequências para crédito e consumo
Sem poupança, a população fica mais suscetível ao endividamento e reduz a capacidade de consumo, fator que pode frear a atividade econômica. Historicamente, períodos de aperto monetário elevam a inadimplência em até dois trimestres posteriores, como visto após o ciclo iniciado em 2021.
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Crédito da imagem: Divulgação / Anbima