Mercado reage ao risco de interrupção das rotas marítimas vitais
Petróleo WTI – O barril valorizou mais de 7% recentemente depois que ataques atribuídos ao Irã e aos Estados Unidos atingiram navios comerciais no Oriente Médio, reacendendo temores de gargalos logísticos e pressionando custos de energia em todo o mundo.
- Em resumo: Brent de junho saltou 5,8%, a US$ 95,59, aproximando-se da barreira psicológica de US$ 100.
Escalada de conflitos pressiona oferta global
A sucessão de incidentes no Golfo de Omã alimenta especulações sobre possíveis interrupções no Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo marítimo. Segundo dados compilados pela Reuters, cada US$ 10 de alta no barril pode adicionar 0,2 ponto percentual à inflação anual das principais economias.
Brent: US$ 95,59 (+5,8%); WTI: +7% — maior alta diária desde setembro do ano passado.
Riscos para inflação e política monetária
A disparada acontece em meio aos cortes de produção coordenados pela Opep+, que retiram 2,2 milhões de barris por dia do mercado até o fim de 2024. Com estoques norte-americanos no menor nível desde 2014 e a Reserva Estratégica dos EUA ainda sendo recomposta, analistas veem espaço para o Brent testar os US$ 100 caso o conflito se prolongue. A pressão adicional sobre combustíveis pode complicar a trajetória de queda de juros esperada para o segundo semestre em países como Brasil e Estados Unidos.
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Crédito da imagem: Divulgação / Exame