Brasileiros trocam “gastar para compensar” por guardar para se proteger
Banco Central do Brasil (BCB) – Dados recentes indicam que a onda de “revenge spending” que inflou viagens, restaurantes e marcas de luxo logo após o fim das restrições sanitárias está perdendo força. Agora, o chamado “revenge saving” domina o comportamento do consumidor e esfria o caixa de varejistas e serviços.
- Em resumo: o salto na formação de reservas financeiras desvia bilhões de reais do consumo e muda a dinâmica de receita das empresas.
Depósitos ganham fôlego e formam colchão de R$ 1,06 trilhão
Em janeiro, o saldo total das cadernetas de poupança superou R$ 1,06 trilhão, de acordo com números do BCB. Ao mesmo tempo, o tíquete médio das compras no crédito caiu, indicam dados compilados pela Reuters.
Segundo o Banco Central, “o volume aplicado na poupança cresceu 4,9% em 12 meses, refletindo maior cautela das famílias diante do endividamento elevado”.
Teto de juros e inflação: por que o bolso ficou mais conservador
Com a Selic ainda em dois dígitos e a inflação de serviços mostrando resistência, guardar dinheiro virou estratégia de defesa. Além disso, o histórico recente de aumento na inadimplência — que encerrou 2023 em 5% do crédito livre, o maior nível desde 2017 — reforça o movimento de autoproteção das famílias.
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Crédito da imagem: Divulgação / Banco Central