Fluxos recordes em ETFs e compras bilionárias redefinem o jogo
Bitcoin (BTC) – A maior criptomoeda do mundo voltou a flertar com a marca de US$ 80.000, movimento turbinado por recompras de posições vendidas e pela ofensiva agressiva da Strategy Inc., que injetou US$ 3,9 bilhões no ativo só neste mês.
- Em resumo: estrategistas veem a volta do fluxo positivo para ETFs — US$ 2 bilhões em março — como gatilho para a alta de 14% desde o fim daquele mês.
Compras de Strategy Inc. viram bússola para o mercado
Nos bastidores, analistas destacam que a Strategy Inc., liderada por Michael Saylor, retomou a compra de BTC financiada por emissão de ações preferenciais, aliviando temores de diluição nos papéis ordinários. O movimento cria uma barreira psicológica para os vendedores a descoberto que vinham apostando em novos tombos.
“Vimos expressões incrementalmente mais otimistas em Bitcoin na última semana”, observa Bohan Jiang, operador sênior de derivativos na FalconX.
Dados da Bloomberg mostram que as taxas de financiamento dos contratos perpétuos — termômetro do sentimento — registraram uma das sequências negativas mais longas desde a crise da FTX em 2022. À medida que o funding migra para terreno neutro, traders correm para cobrir posições, adicionando combustível à escalada.
Por que US$ 80 mil importa para investidores e para a macroeconomia
Ultrapassar essa faixa reforçaria a narrativa de retomada estrutural pouco antes do próximo “halving” previsto para 2028, quando a emissão de novos BTCs voltará a cair pela metade. Em paralelo, o mercado global avalia cortes de juros pelo Federal Reserve no segundo semestre, cenário que costuma favorecer ativos de risco.
Na prática, alta do Bitcoin tende a respingar em criptos satélites: Ether já avança 10% no mês, enquanto altcoins menores ganham liquidez. Para o investidor brasileiro, a valorização também pressiona setores listados na B3 com exposição ao ecossistema cripto — de corretoras a empresas de mineração em nuvem.
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Crédito da imagem: Divulgação / Unsplash – Yiğit Ali Atasoy