Fluxo estrangeiro e petróleo mais barato reprecificam a Bolsa brasileira
Ibovespa – Na última sexta-feira, 10, o principal indicador da B3 cravou 197.323,87 pontos, alta de 1,12%, selando a nona sessão consecutiva no azul e a melhor semana de 2026, com ganho acumulado de 4,93%.
- Em resumo: índice soma 22,47% no ano enquanto o dólar recua 1,03%, a R$ 5,0115.
Petróleo desinfla e risco global encolhe
A descompressão de mais de 12% no Brent durante a semana reduziu o temor inflacionário e estimulou a migração de capital para emergentes. Dados compilados pela agência Reuters mostram melhora generalizada no apetite ao risco após sinais de trégua entre Estados Unidos e Irã.
“O Ibovespa já alcança patamar que o mercado projetava apenas para dezembro de 2026, puxado pelo câmbio mais fraco e pela entrada de investidores estrangeiros”, projeta Rodrigo Moliterno.
O que significa romper a barreira dos 200 mil pontos?
Se confirmado, o novo teto técnico pode atrair ainda mais fundos globais que seguem índices de referência. Historicamente, cada avanço de 10% do Ibovespa amplia o valor de mercado das empresas listadas em cerca de R$ 500 bilhões, injetando liquidez e elevando o volume de IPOs. Além disso, a perspectiva de cortes adicionais na Selic — após o Banco Central reduzir a taxa básica para 9,75% — tende a fortalecer empresas de crescimento, como Hapvida, que saltou 13% no pregão.
No câmbio, a queda de 2,88% do dólar na semana reforça o cenário. Quando a moeda recua para a faixa de R$ 5,00, o custo de hedge para estrangeiros diminui, potencializando entradas líquidas na B3. Caso a cotação rompa esse nível psicológico, analistas veem espaço para nova pernada de valorização nos ativos brasileiros.
O que você acha? O Ibovespa rompe 200 mil ainda em abril ou o fôlego acaba antes? Para mais análises e cobertura em tempo real, acesse nossa editoria de Mercado Financeiro.
Crédito da imagem: Divulgação / Record