Fechamento dá folga ao investidor, mas pode mexer com a liquidez na abertura de segunda
B3 – A Bolsa brasileira suspenderá todas as negociações em 3 de abril de 2026, data da Sexta-Feira Santa, empurrando para a sessão de 6 de abril qualquer ajuste de posição de curto prazo no Ibovespa e nos demais ativos listados.
- Em resumo: pregão, Tesouro Direto e serviços pós-negociação ficarão totalmente indisponíveis durante o feriado religioso.
Tesouro Direto também pausa; calendário prevê 11 feriados sem pregão
Além das ações e derivativos, a plataforma do Tesouro Direto não permitirá aplicações ou resgates na data, prática alinhada ao cronograma oficial divulgado pela B3 e confirmado pela Secretaria do Tesouro Nacional. De acordo com levantamento da Reuters, serão 11 dias sem pregão em 2026, incluindo Tiradentes (21/4) e Dia do Trabalho (1º/5).
O calendário oficial indica que, fora os feriados nacionais, a Bolsa opera normalmente em pontes e em datas comemorativas restritas ao município de São Paulo, sede da B3.
Impacto provável: volatilidade concentrada na volta do mercado
Historicamente, sessões imediatamente anteriores a feriados registram redução de até 30% no volume financeiro, enquanto a reabertura costuma concentrar ordens represadas, elevando a volatilidade intradiária. Em 2025, por exemplo, o giro da segunda-feira pós-Páscoa avançou 18% na comparação semanal, reflexo de ajustes em câmbio, juros futuros e ADRs negociados em Nova York durante o descanso local.
No front macroeconômico, investidores seguirão monitorando a trajetória da Selic – estacionada em 9,00% após o último corte do Banco Central – e a leitura do índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos que será divulgada em 4 de abril, potencial gatilho para fluxos estrangeiros na B3.
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Crédito da imagem: Divulgação / B3