Como a fábrica familiar transformou doce artesanal em exportação milionária
Bom Princípio Alimentos — A indústria gaúcha, que começou com potes de chimia em 1996, cresceu 25% no último ano e agora mira faturar R$ 300 milhões após investir R$ 16 milhões em modernização logística.
- Em resumo: expansão inclui centro de distribuição a 15 km do aeroporto de Porto Alegre e portfólio de 500 itens que já chega a 30 mil pontos de venda.
Crescimento acelerado fortalece ambição de R$ 300 milhões
O impulso veio de quatro fábricas que abastecem tanto o varejo quanto food service, segmento em alta no Brasil. Dados do mercado global de alimentos processados mostram avanço constante na demanda por produtos prontos e semiprontos, nicho no qual a companhia deposita suas maiores fichas.
A meta é lançar de 70 a 80 novos produtos por ano; os que não performam saem rápido do mix, aponta a direção.
Portfólio diversificado e olho no câmbio impulsionam exportações
Com o real ainda volátil e o apetite externo por cremes de avelã e recheios, a Bom Princípio já envia cargas para Chile, EUA e outros sete mercados. O movimento acompanha a busca de indústrias brasileiras por hedge natural, equilibrando receita doméstica e dólar mais caro.
No ambiente macro, a inflação de alimentos segue acima do IPCA cheio, pressionando margens do varejo. Ao ofertar ingredientes prontos em bisnagas de fácil aplicação, a companhia reduz custos de padarias e confeiteiros, ganhando espaço nas prateleiras e defendendo preço.
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Crédito da imagem: Divulgação / Bom Princípio Alimentos