Brasileiros ganham acesso a imóveis no Vale do Silício sem sair do país
InVista – A gestora brasileira anunciou recentemente um fundo imobiliário internacional que coloca o investidor local dentro de prédios ocupados por Amazon, Microsoft e Meta, mirando distribuição de 8% ao ano em dólar.
- Em resumo: fundo estreia em maio, com 24 ativos prontos e contratos de 15 anos.
Renda em dólar ancorada em contratos longuíssimos
No modelo Triple Net Lease, todas as despesas operacionais ficam com o inquilino, blindando o fluxo de caixa do cotista. Nos EUA, contratos de 15 anos são padrão e raramente rescindidos antes do prazo, o que reduz incertezas. Dados do mercado norte-americano compilados pela Reuters indicam vacância inferior a 4% em hubs tecnológicos como Seattle e Vale do Silício.
“É um mercado favorável aos donos dos imóveis. Enquanto no Brasil basta dizer que rescindirá contrato em três meses, lá é necessário cumprir o contrato pelo tempo determinado”, destaca Marcelo Rainho, gestor da InVista.
Por que isso importa para o investidor brasileiro
A oferta surge num momento em que o real vem perdendo força frente ao dólar – a moeda americana acumulava alta superior a 6% no ano até a última semana. Assim, a combinação de receita em dólar com o histórico de reajustes automáticos nos aluguéis pode atuar como hedge contra desvalorização cambial e inflação doméstica.
Além disso, o Federal Reserve mantém juros elevados, o que pressiona a cap rate de novos projetos e favorece ativos já estabilizados. Historicamente, fundos que compram prédios prontos em regiões premium entregam retorno total de 9% a 11% ao ano, segundo levantamento da consultoria CBRE. Embora o produto da InVista seja restrito a investidores qualificados, ele sinaliza um movimento de diversificação de portfólio que pode se intensificar caso o Banco Central do Brasil retome cortes mais agressivos na Selic ao longo de 2024.
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Crédito da imagem: Divulgação / InVista