Saiba por que o feriado mexe com seus investimentos e contas a pagar
B3 – A principal bolsa de valores do país permanece fechada no Dia do Trabalhador, interrompendo negociações de ações, ETFs, derivativos e até Tesouro Direto, enquanto agências bancárias também suspendem atendimento e compensações.
- Em resumo: Sem pregão e sem TED, apenas o Pix segue operando 24h.
Bolsa de valores totalmente fora do ar
Com o pregão paralisado nesta quarta-feira, não há formação de preço para nenhum ativo listado. O investidor que pretendia zerar posição ou ajustar carteira só volta a ter liquidez na segunda-feira, 4 de maio, no horário regular das 10h às 17h. A pausa acontece enquanto as bolsas de Nova York e Chicago funcionam normalmente, como lembra a Reuters, já que o feriado norte-americano correspondente ocorre apenas em setembro.
“Feriados prolongados reduzem drasticamente o volume negociado e costumam ampliar a volatilidade na reabertura do mercado”, alerta a própria B3 em comunicados periódicos aos participantes.
Fechamento bancário pressiona o fluxo de caixa das empresas
Além de agências trancadas, operações como TED e compensação de boletos ficam suspensas. Quem tem contas com vencimento nesta data pode quitá-las, sem juros, no primeiro dia útil seguinte, mas tributos precisam ser antecipados para evitar multa. O Pix, por ser instantâneo, continua ativo e é alternativa para repor capital de giro ou honrar compromissos emergenciais.
Pela ótica macroeconômica, a interrupção de 24 horas na intermediação financeira ocorre no momento em que o Banco Central mantém a taxa Selic em 10,75% ao ano, estimulando aplicações de renda fixa. Nos últimos cinco anos, os feriados nacionais já representaram em média redução de 30% na liquidez semanal da B3, o que ressalta a importância do planejamento de caixa para empresas dependentes do mercado à vista.
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Crédito da imagem: Divulgação / Valor Investe