Sem autorização digital, R$ 1,2 mil por aluno seguem congelados no Caixa Tem
Caixa Econômica Federal — A instituição confirmou que os depósitos do programa Pé-de-Meia feitos a estudantes menores de 18 anos em 2026 só poderão ser movimentados após validação dos responsáveis legais, travando saques, Pix e transferências no momento em que muitas famílias contam com o valor.
- Em resumo: saldo aparece disponível, mas fica bloqueado até pai ou mãe aprovar no app.
Por que o dinheiro está travado no aplicativo?
Desde 2024, a Caixa aplica um protocolo antifraude que exige autorização expressa para contas de menores, seguindo diretrizes do Banco Central. O mecanismo ganhou força depois que fraudes em benefícios sociais subiram 37% naquele ano, segundo dados oficiais.
Para liberar, o responsável deve entrar no próprio Caixa Tem e aprovar a “Autorização de Responsável”; o processo leva, em média, 5 minutos, segundo o banco estatal.
Impacto direto no bolso e no rendimento do benefício
O bloqueio impede que o estudante aplique os R$ 1.200 anuais em modalidades como Tesouro Selic, cuja rentabilidade supera a poupança tradicional (0,5% ao mês + TR). Em um cenário de juros básicos em 9,00% ao ano, deixar o valor parado pode significar até R$ 90 de ganho perdido numa única temporada letiva.
Além disso, qualquer inconsistência no CadÚnico — base para programas sociais — pode prolongar a suspensão. Se CPF ou endereço divergirem, o sistema trava o repasse até atualização no CRAS local, elevando o risco de o jovem perder também bônus de frequência escolar.
Risco fiscal e pressão sobre programas educacionais
A retenção temporária acontece em meio a cortes de R$ 3,5 bilhões previstos no orçamento da educação para 2026. Analistas temem que atrasos na liberação reforcem a evasão escolar justamente quando o governo tenta conter a desigualdade de renda — fenomeno que, segundo o Relatório de Estabilidade Financeira do BC, reduz o PIB potencial em até 0,4 ponto percentual ao ano.
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Crédito da imagem: Divulgação / Caixa Econômica Federal