Inflação resistente obriga XP a recalibrar apostas para juros e câmbio
XP Investimentos – Em seu relatório macro de maio, a corretora ajustou as projeções para a economia brasileira: cortou a estimativa de dólar a R$ 5,30 para R$ 5,00 no fim de 2026, revisou o IPCA de 5,1% para 5,3% e agora prevê três reduções de 0,25 p.p. na Selic, levando a taxa básica de 14,50% para 13,75% antes de uma pausa.
- Em resumo: XP troca otimismo moderado por cautela: câmbio mais forte, mas juros ainda elevados.
Câmbio firme: capital externo compensa risco eleitoral
A leitura da XP é que o Brasil desponta como “vencedor relativo” no redirecionamento geopolítico, com fluxo estrangeiro suficiente para abrandar qualquer prêmio de risco, segundo detalhou a casa em documento citado pela Bloomberg.
“A combinação de real valorizado e inflação disseminada sustenta três cortes de 25 pontos-base na Selic, seguidos de pausa”, aponta o relatório Brasil Macro Mensal.
Selic em queda: reflexo imediato em Bolsa, FIIs e crédito privado
Juros a 13,75% ainda mantêm a renda fixa atraente, mas abrem espaço para reprecificação de ativos de risco. A XP elevou o preço-justo do Ibovespa de 196 mil para 205 mil pontos, projeta Ebitda de US$ 12,6 bi para a Petrobras e vê spreads de crédito privado voltando a patamares convidativos. Historicamente, cada 1 p.p. de corte na Selic adiciona de 6 a 8 p.p. no retorno de fundos imobiliários voltados a tijolo.
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