Renegociação para o cliente, pressão bilionária nos bastidores
Itaú – Ao ingressar no Novo Desenrola Brasil, o maior banco privado do país oferece descontos e parcelamentos a consumidores de baixa renda, mas simultaneamente lida com uma exposição de R$ 21,19 bilhões a companhias em crise, revelando um jogo de forças que pode influenciar custos de crédito e decisões de investimento.
- Em resumo: Banco renegocia dívidas de pessoas físicas enquanto corre para recuperar R$ 21 bi de grandes grupos em recuperação judicial.
Desenrola atrai correntista endividado até 31/01/2026
Pelo programa federal, quem ganha até cinco salários mínimos e tem débitos vencidos entre 90 dias e dois anos, contraídos até 31/01/2026, pode negociar faturas de cartão, limite de conta e crédito pessoal. O movimento reforça a tentativa do governo de reduzir a inadimplência das famílias, que bateu recordes, segundo dados recentes da Reuters.
Apenas com Odebrecht, Oi e Americanas, a exposição do Itaú soma quase R$ 17,3 bilhões, cerca de 82% do total mapeado no levantamento.
Passivo corporativo eleva o risco sistêmico do crédito
Embora parte do montante possa ser recuperada via acordos judiciais ou cessão de carteiras, a cifra destaca como defaults de grandes grupos reverberam no balanço dos bancos. Especialistas apontam que, mesmo com a Selic em trajetória de queda, margens podem continuar pressionadas se o índice de recuperação de crédito corporativo não reagir.
Além disso, a combinação de renegociação em massa de pessoas físicas e alta inadimplência de empresas exige provisões maiores, potencialmente limitando novas concessões de empréstimo justo quando a economia busca tração.
O que você acha? A entrada do Itaú no Desenrola dará fôlego ao consumidor ou o passivo de R$ 21 bi falará mais alto no custo do crédito? Para análises completas do setor bancário, visite nossa editoria de Mercado Financeiro.
Crédito da imagem: Divulgação / Itaú