Megaship expõe o limite físico das rotas marítimas e o custo da infraestrutura
MSC — a líder mundial em transporte de contêineres — colocou em rota o MSC Irina, cargueiro de 399,9 m que carrega até 240 mil t em uma única viagem, reabrindo o debate sobre quem paga a conta da expansão dos portos.
- Em resumo: Capacidade recorde de 24.346 TEUs corta frete por unidade, mas exige calado acima de 17 m e guindastes que alcancem 24 fileiras.
Gigantes de 400 m: a corrida pelo menor custo por carga
Ultrapassar a marca de 24 mil TEUs coloca o MSC Irina lado a lado de Ever Alot e HMM Algeciras, navios que tornaram o custo por contêiner o novo campo de batalha do comércio global. De acordo com dados da Bloomberg, cada ponto percentual de economia no frete pode significar milhões de dólares de vantagem competitiva para exportadores asiáticos.
O convés do MSC Irina equivale a quatro campos de futebol, com pilhas de contêineres erguendo-se a 25 andares acima da linha-d’água.
Portos entram em modo “puxadinho” às pressas e a conta vai para a tarifa
Menos de 20 terminais no mundo comportam calado superior a 17 m, e boa parte deles opera perto do limite de capacidade. Para não perder escala, autoridades portuárias aceleram dragagens e compram guindastes de alcance extremo, um investimento que pode superar US$ 500 milhões por instalação. A pressão aumenta porque novas regras da IMO cobram corte de emissões, obrigando armadores a investir simultaneamente em tecnologia de lubrificação a ar e motores prontos para GNL ou metanol.
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Crédito da imagem: Divulgação / Yangzijiang Shipbuilding