Movimento reforça consolidação das fintechs diante das novas exigências do Banco Central
Banco Rendimento – A instituição recebeu aval do BC para incorporar a Sociedade de Crédito Direto (SCD) do N26 e aumentar seu capital de R$ 151 milhões para aproximadamente R$ 451 milhões, um salto que amplia o poder de fogo em crédito e pagamentos num momento em que as licenças ficam mais caras.
- Em resumo: compra da licença do N26 consolida estratégia multinegócios e eleva capital em quase 200%.
- Setor vê onda de fusões e vendas de SCDs após novas regras de capital mínimo.
Capital extra alimenta expansão em câmbio, BaaS e cartões
Com a autorização publicada no Diário Oficial, o Rendimento passa a controlar a recém-batizada Rendimento SCD S.A. A fatia reforça um ecossistema que já inclui câmbio, adquirência e Banking as a Service. Segundo especialistas ouvidos pelo Valor Econômico, o BC vem exigindo colchões de capital maiores, encarecendo a permanência de players menores.
O BC autorizou “o aumento de capital social de cerca de R$ 151 milhões para aproximadamente R$ 451 milhões”, destaca o ato oficial.
Por que a corrida por licenças vai esquentar
Desde 2023, quando o N26 anunciou a saída do país, mais de 140 SCDs buscavam escala para não sucumbir às regras mais duras de liquidez. A elevação do piso de capital — que subirá novamente em 2025 — já estimulou aquisições como Via Capital pela Celcoin e a a55 pela Pagsmile. Para o Rendimento, levar uma licença pronta reduz burocracia e acelera a oferta de crédito direto a consumidores e parceiros de marketplace, segmento que projeta crescimento de dois dígitos mesmo com Selic em queda.
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Crédito da imagem: Divulgação / Camila Belintani