Minério premium de Carajás vira trunfo estratégico na disputa global
Vale – Em relatório de 3 de abril, o Citi revelou que a mineradora brasileira aposta na força da China e na flexibilidade do portfólio para manter preços rentáveis do minério de ferro, reforçando a recomendação de compra para VALE3.
- Em resumo: Altos-fornos chineses seguem operando próximo do pico, enquanto estoques nas portos continuam em queda, sustentando prêmios para o minério da Vale.
China mantém fornos acesos e dá suporte aos preços
A utilização dos altos-fornos no gigante asiático permanece elevada, sinal de que a demanda por aço não arrefeceu mesmo após o Ano-Novo Lunar. Dados compilados pela Reuters mostram que o índice de uso das siderúrgicas está acima de 88%, patamar crítico para o equilíbrio da oferta.
Mais de 50 milhões de toneladas de produção global estariam sob pressão nos níveis atuais de preço e frete, calcula o Citi, citando especialmente mineradoras independentes brasileiras com custos logísticos altos.
Expansão na Índia e corrida global pela descarbonização
Ao mesmo tempo, a Vale acelera a presença na Índia, instalando operações logísticas nas duas costas para oferecer misturas de minério adaptadas ao mercado local. O movimento chega quando Nova Délhi planeja dobrar a capacidade siderúrgica até 2030, reforçando a demanda por cargas de maior teor.
Do lado ambiental, a companhia permanece otimista com pelotas de alto teor – peça-chave para reduzir emissões na siderurgia. O foco ganha relevância após a última COP28, que intensificou a pressão sobre o aço “verde”, e pode ampliar margens justamente quando o preço do minério gira em torno de US$ 100 por tonelada, segundo a B3.
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Crédito da imagem: Divulgação / Vale