Ampliação do acesso pode redefinir gastos públicos e turbinar ações farmacêuticas
Donald Trump — Em meio à corrida eleitoral de 2024, o ex-presidente incluiu em seu plano de governo a oferta de medicamentos GLP-1, administrados por “canetas” injetáveis, no sistema público de saúde norte-americano, equivalente ao SUS brasileiro. A medida busca reduzir a obesidade, mas também ressoa diretamente no caixa federal e no valuation de gigantes farmacêuticas.
- Em resumo: Trump promete subsidiar remédios como Wegovy e Ozempic para milhões de usuários do Medicare e do Medicaid.
Indústria de US$ 40 bi sente o cheiro de novos contratos públicos
Em 2023, as vendas globais de soluções GLP-1 somaram cerca de US$ 40 bilhões, de acordo com a Reuters. A inclusão desses tratamentos no orçamento federal dos EUA pode acelerar ainda mais a receita de empresas como Novo Nordisk e Eli Lilly, cujas ações acumulam altas de dois dígitos no ano.
Proposta prevê ampliar o acesso a remédios da classe GLP-1 para obesidade.
Impacto fiscal e reflexo nos papéis: risco ou oportunidade?
Economistas calculam que cada ponto percentual de redução na taxa de obesidade poupa até US$ 100 bilhões por ano em despesas médicas, segundo estimativas da American Diabetes Association. Caso o programa avance, parte desse “poupado” migra para a indústria, mas os defensores argumentam que o saldo líquido continua positivo para os cofres públicos.
O mercado precifica a mudança: relatórios da BofA projetam que a demanda governamental possa adicionar US$ 15 bilhões anuais à receita setorial até 2028, pressionando a concorrência por genéricos e estimulando P&D em novas moléculas.
O que você acha? A conta fecha para o contribuinte ou só para as farmacêuticas? Para mais detalhes e análises, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Exame