Gigantes correm contra o relógio para evitar gargalo ambiental
Amazon, Microsoft e Google – As três maiores provedoras de nuvem do planeta enfrentam um cerco inédito de investidores depois que reportagens da Reuters e uma transmissão da Band escancararam o custo hídrico de seus data centers, essenciais para sustentar a corrida da inteligência artificial.
- Em resumo: só em 2025, data centers norte-americanos consumiram quase 1 trilhão de litros de água, volume equivalente à demanda anual da cidade de Nova York.
Acionistas exigem transparência imediata
Gestoras como Trillium Asset Management protocolaram resoluções que serão votadas nas próximas assembleias, cobrando metas claras de uso de água e energia. No caso da Alphabet, emissões de carbono subiram 51% desde a promessa de zerar fontes fósseis até 2030, conforme revelou a agência Reuters.
“Não vimos divulgação suficiente sobre consumo de água e impacto na comunidade local”, alertou Jason Qi, analista da Calvert Research and Management.
O risco financeiro por trás da pegada hídrica
Analistas lembram que a escassez de água já força estados como Califórnia e Arizona a revisar licenças de grandes projetos. Caso legislações restritivas avancem, o custo operacional por megawatt/hora pode saltar até 30%, pressionando margens das big techs, segundo estimativas da consultoria IDC.
Além disso, o Federal Reserve apontou que investimentos de capital intensivo sem contrapartida ambiental tendem a sofrer desconto de valuation em ciclos de aperto monetário, cenário que fragiliza ações expostas a riscos climáticos.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters