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Investimentos

Trump ameaça ‘apagar Irã em uma noite’ e petróleo passa de US$ 110

Última atualização: 04/15/2026 10:48 am
Lucas Cezário
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Ataques a pontes e usinas iranianas entram no radar do mercado de energia

Governo dos Estados Unidos – Na última segunda-feira (6), o presidente Donald Trump voltou a pressionar o Irã com um ultimato que expira às 20h desta terça, prometendo destruir “todas as pontes” e “todas as usinas de energia” do país em apenas quatro horas, caso Teerã não reabra o Estreito de Hormuz. A escalada verbal já se reflete diretamente no bolso do consumidor e nos portfólios de investidores mundo afora.

Índice de Conteúdos
  • Ataques a pontes e usinas iranianas entram no radar do mercado de energia
  • Deadline de 20h amplia prêmio de risco no Golfo
  • Impacto macro: inflação e combustíveis mais caros
  • Em resumo: petróleo Brent superou US$ 110 e o WTI passou de US$ 113 após a ameaça de Trump.

Deadline de 20h amplia prêmio de risco no Golfo

Com o fluxo de navios em Hormuz ainda 90% abaixo do normal, traders reforçaram a busca por hedge em derivativos de energia. Segundo dados citados pela Reuters, contratos futuros do Brent para julho acumulam alta próxima de 2% na sessão, enquanto opções de compra para agosto precificam strikes acima de US$ 120.

“O país inteiro pode ser destruído em uma noite, e essa noite pode ser amanhã à noite”, alertou Trump na Casa Branca.

Impacto macro: inflação e combustíveis mais caros

O barril acima de US$ 110 reacende o fantasma de 2022, quando a gasolina nos EUA ultrapassou US$ 4 por galão e desencadeou pressão inflacionária global. Para o Brasil, a alta tende a chegar às bombas com defasagem de poucas semanas, afetando IPCA e expectativas de juros. Historicamente, choques no Golfo já empurraram o Brent para 70% de prêmio sobre a média de 12 meses, como visto na Guerra do Golfo em 1991.

Do lado diplomático, Paquistão, Egito e Turquia tentam costurar um cessar-fogo de 45 dias, mas Teerã insiste no fim permanente da guerra e na remoção de sanções. Enquanto isso, aliados de Washington pressionam por um acordo de última hora que garanta o livre tráfego de petróleo – condição que Trump classificou como “não negociável”.

No front militar, Israel confirmou ataque à maior planta petroquímica iraniana (responsável por 50% da produção local), elevando o temor de retaliações que possam atingir outras rotas energéticas estratégicas, como o oleoduto Saudita-Bahrein. Analistas projetam que cada semana adicional de bloqueio em Hormuz retira até 20% da oferta marítima de petróleo e GNL, potencializando o risco de racionamento em países importadores da Ásia e da Europa.

O que você acha? A ameaça de um choque de oferta sustentado justifica proteger a carteira com ativos atrelados ao petróleo ou títulos indexados à inflação? Para mais análises sobre o mercado de energia e geopolítica, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação / Casa Branca

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Feito PorLucas Cezário
Especializado na cobertura ágil e em tempo real do cenário macroeconômico, Lucas acompanha de perto a Bolsa de Valores (B3), decisões sobre taxas de juros (Selic), inflação e flutuações cambiais. Com um olhar clínico para dados, ele entrega notícias factuais e de impacto direto, fundamentais para quem precisa se antecipar às tendências da economia brasileira e global.
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