Revisão do saque-aniversário promete destravar valores retidos e aliviar dívidas
Governo Federal — Em conversa transmitida pela Globo, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, confirmou que cerca de R$ 7 bilhões do Fundo de Garantia serão liberados para aproximadamente 10 milhões de brasileiros, muitos deles com parte do saldo “preso” por causa de empréstimos vinculados ao saque-aniversário.
- Em resumo: liberação depende apenas do aval do Conselho Curador do FGTS e pode sair em uma única etapa.
Por que o dinheiro ficou bloqueado?
Entre 2020 e 2025, duas medidas provisórias abriram o caminho para o saque-aniversário após demissões sem justa causa, mas mantiveram retido o valor usado como garantia de crédito. Técnicos da Caixa Econômica Federal identificaram que o bloqueio ultrapassou o necessário, situação que agora será corrigida. Segundo apuração do Valor Econômico, a liberação é operacionalmente simples e exige apenas ajuste de sistema.
“O montante total, hoje estimado entre R$ 7 bilhões e R$ 10 bilhões, deve ser validado nas próximas reuniões do Conselho Curador”, dizem fontes ligadas ao Ministério do Trabalho.
Impacto direto no bolso e na macroeconomia
A injeção de recursos ocorre em meio ao maior nível de endividamento das famílias desde 2010, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC). Com juros ainda em dois dígitos, cada real liberado do FGTS pode ser usado para quitar dívidas caras, reduzindo a inadimplência e abrindo espaço para consumo — ponto crucial para o PIB do segundo semestre.
Além da correção no saque-aniversário, o governo discute novo saque extraordinário para quem não optou por essa modalidade. Caso avance, seria a terceira rodada em cinco anos, após as liberações de 2020 (até R$ 1.045 por conta) e de 2022 (até R$ 1.000). Juntas, essas medidas injetaram mais de R$ 55 bilhões na economia.
Especialistas alertam que a estratégia ajuda no curto prazo, mas pode reduzir o colchão de emergência do trabalhador no longo prazo. Ainda assim, o Ministério da Fazenda vê a operação como complementar ao programa de renegociação Desenrola Brasil, que já reestruturou R$ 29 bilhões em dívidas.
O que você acha? A liberação deve priorizar abatimento de dívidas ou consumo? Para mais análises sobre Finanças Pessoais, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Joédson Alves / Agência Brasil