Documentos faltando e perícia atrasada podem prolongar a espera
INSS — O instituto reduziu a fila de benefícios de 3,1 milhões para 2,7 milhões de pedidos em março, mas ainda lida com um gargalo crítico: 25% das solicitações estão paradas porque o segurado deixou de entregar prova ou agendar perícia, travando pagamentos que movimentam bilhões de reais todos os meses.
- Em resumo: falta de laudos, vínculos não comprovados e cadastros desatualizados empurram a análise para além dos 54 dias médios.
Por que o seu benefício trava antes mesmo de o INSS analisar
Segundo levantamento citado pelo Valor Econômico, a legislação concede até 90 dias para decisão, mas processos que exigem perícia médica ou avaliação socioeconômica estouram esse limite com facilidade. Aposentadoria especial, BPC e pensão por morte figuram entre os campeões de exigências adicionais.
A cada quatro pedidos na fila, um retorna ao segurado para cumprir exigência — reflexo direto de documentação incompleta ou divergente.
Impacto no bolso: atrasos levam meses de benefício perdido
Quem depende dos valores para custeio de remédios, aluguel ou alimentação sente o peso imediato. Se o pedido fica parado 90 dias extras, o segurado abre mão de, em média, três parcelas que só serão pagas em atraso — e sem correção pela inflação cheia, segundo parâmetros do Banco Central.
O problema também pressiona as contas públicas: quanto maior o estoque de requerimentos, maior a reserva que o Tesouro precisa manter para quitação retroativa. Após a reforma previdenciária de 2019, cortes nas agências físicas e migração digital aceleraram fluxos, mas a falta de educação previdenciária mantém o índice de erros elevado.
O que você acha? Manter cadastro e laudos em dia é suficiente para destravar a sua solicitação? Para mais orientações passo a passo, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / INSS