Programa de renegociação quer aliviar renda de até 5 salários
Ministério da Fazenda – A equipe econômica acelera os ajustes finais de um novo plano de renegociação de dívidas que deve ser anunciado até o fim de abril e entrar em vigor em maio, aproveitando o simbolismo do Dia do Trabalhador.
- Em resumo: prazo de 3 meses, saque de 20% do FGTS e juros em torno de 2% ao mês.
Prazo curto e FGTS na linha de frente
O desenho preliminar prevê que inadimplentes com renda de até cinco salários mínimos terão 90 dias para renegociar débitos de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal. Para turbinar o desconto, será liberado o saque de até 20% do saldo do FGTS — medida semelhante à adotada em programas anteriores, conforme destaca reportagem da agência Reuters.
“A tendência é que a taxa de juros fique próxima a 2% ao mês e o desconto seja maior quanto mais antiga for a dívida”, relatam interlocutores do governo.
Impacto direto no crédito e no consumo
O Banco Central aponta que o comprometimento da renda das famílias com dívidas atingiu 29,3% em janeiro, recorde da série histórica. Em meio a uma Selic ainda em 10,75% ao ano, a renegociação a 2% ao mês pode representar economia expressiva e reabrir espaço no orçamento para consumo básico, favorecendo a atividade econômica nos próximos trimestres.
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Crédito da imagem: Divulgação / Governo Federal