Procedimento endoscópico promete manter até 80% do emagrecimento sem semaglutida
Novo Nordisk – Em pesquisa divulgada na Digestive Disease Week 2026, um tratamento experimental chamado revestimento da mucosa duodenal surgiu como alternativa para quem deixa de usar Ozempic ou Wegovy e teme voltar a engordar, poupando custos mensais que podem ultrapassar R$ 1.500 em medicamentos.
- Em resumo: pacientes submetidos ao procedimento recuperaram 40% menos peso e preservaram mais de 80% da perda inicial.
Como o revestimento duodenal freia o efeito sanfona
O método utiliza calor controlado para retirar o tecido danificado do início do intestino delgado, induzindo a regeneração mucosa e uma “recalibração” metabólica. Segundo estudo piloto com 45 voluntários, quem recebeu o tratamento real ganhou apenas 3 kg em seis meses, contra o dobro no grupo de controle. Detalhes sobre o mercado global dos análogos de GLP-1 reforçam a busca por soluções complementares de menor custo.
Entre os que pararam a semaglutida após perder ao menos 15% do peso corporal, o grupo simulado ganhou 40% mais peso que o grupo tratado ao longo de meio ano.
Impacto no bolso dos pacientes e no bilionário mercado de obesidade
Estima-se que o segmento de medicamentos GLP-1 movimente US$ 100 bilhões até 2030, impulsionado pela alta de preços e pela demanda crônica. Se o procedimento ambulatorial confirmar eficácia em estudos maiores, poderá reduzir a dependência de remédios caros, aliviar planos de saúde e abrir um novo nicho para clínicas endoscópicas.
Analistas lembram que, em 2025, o gasto médio anual com Ozempic no Brasil superou o salário mínimo: R$ 19,2 mil. Um método único que preserve o emagrecimento poderia representar economia relevante para famílias e convênios, além de desafiar a estratégia de receita recorrente de gigantes farmacêuticas.
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Crédito da imagem: Divulgação / FreePik