Movimentação reforça apetite chinês por ativos de infraestrutura no Brasil
Silk Road Fund (SRF) — braço de investimento soberano do governo chinês — selou acordo para comprar uma participação na Aliança Energia, joint venture de geração da Vale, ampliando o peso de Pequim no mercado elétrico nacional.
- Em resumo: fundo governamental da China migra do setor de rodovias para energia ao adquirir fatia da Aliança Energia da Vale.
Por que o negócio interessa ao investidor
A transação dá ao SRF exposição direta à matriz de power da terceira maior mineradora do mundo e fortalece a estratégia chinesa de diversificar ativos na América Latina. De acordo com dados compilados pela Reuters, os investimentos chineses no Brasil voltaram a crescer após a pandemia, com foco justamente em infraestrutura crítica.
A SRF, criada para impulsionar a Iniciativa da Nova Rota da Seda, já destinou bilhões de dólares a projetos de logística e agora amplia o escopo para geração hídrica e renovável no país.
Contexto macroeconômico e efeito no setor elétrico
O acordo surge em um momento em que o Banco Central mantém a Selic em níveis historicamente elevados, elevando o custo de capital para projetos de infraestrutura. Investidores estrangeiros com funding barato, como o SRF, ganham vantagem competitiva e podem acelerar obras paralisadas. Segundo o BCB, o fluxo de investimento direto chinês atingiu US$ 5,9 bilhões em 2022, sinalizando retomada após o choque sanitário.
O que você acha? A entrada de capital chinês em ativos estratégicos é positiva para a segurança energética ou aumenta a dependência externa? Para mais análises, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Silk Road Fund