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Negócios

Fintechs levantam US$ 14 bi em IPOs e aceleram corrida por licenças bancárias

Mariana Vasconcelos Rocha
Última atualização: 04/30/2026 3:30 pm
Renata
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Captação recorde pressiona bancos tradicionais e abre nova fase de competição

Nubank – A recente onda de aberturas de capital das fintechs somou quase US$ 14 bilhões em 2025 e já se reflete em uma corrida sem precedentes por licenças bancárias, movimento que pode redesenhar o custo de crédito e as margens dos grandes bancos.

Índice de Conteúdos
  • Captação recorde pressiona bancos tradicionais e abre nova fase de competição
  • IPO bilionário injeta capital inédito nas startups financeiras
  • Licença bancária vira a nova vantagem competitiva
  • Em resumo: 31 fintechs foram à bolsa em 2025 e 21 pediram autorização para virar banco nos EUA.

IPO bilionário injeta capital inédito nas startups financeiras

Levantamento da consultoria McKinsey, em parceria com a QED Investors, mostra que o volume de US$ 14 bilhões foi quatro vezes maior que o de 2024 e garantiu às fintechs 12 % dos 100 maiores IPOs globais. A sueca Klarna captou US$ 1,3 bilhão e a norte-americana Circle, US$ 1 bilhão, enquanto a Chime arrecadou US$ 800 milhões. Segundo dados compilados pela Bloomberg, a capitalização de mercado das listadas bateu o recorde histórico de US$ 850 bilhões.

“A licença bancária não isola uma fintech da regulação; ela remove completamente o amortecedor”, alerta o relatório “The Next Age of Fintech”.

Licença bancária vira a nova vantagem competitiva

Nos Estados Unidos, o Escritório do Controlador da Moeda recebeu 21 solicitações de novas licenças em 2025, superando os quatro anos anteriores somados. O tempo médio de aprovação caiu 40 %, favorecendo nomes como Paycom National Trust Bank e Erebor Bank. O Nubank já obteve sinal verde para operar como banco nacional norte-americano e, no Brasil, negocia a compra do Banco Caixa Geral Brasil para robustecer sua base de depósitos.

A pressão regulatória menor na Europa e na Ásia também acelera a tendência: Monzo conquistou licença na Irlanda, Revolut assegurou autorização no Reino Unido e KakaoBank chegou à Tailândia. Para os analistas, o selo bancário permite oferecer depósito, custódia e crédito com custo de funding mais baixo, além de elevar a confiança de clientes institucionais.

Em paralelo, o cenário de juros globais ainda elevados reforça a busca por captação direta do varejo. No Brasil, o spread bancário segue acima de 20 pontos percentuais, o que abre espaço para que fintechs licenciadas ofereçam crédito mais competitivo — potencialmente pressionando as receitas de intermediação dos bancos incumbentes nos próximos trimestres.

O que você acha? A ofensiva das fintechs vai comprimir as margens dos grandes bancos ou expandir o acesso ao crédito? Para mais análises sobre o setor financeiro, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação / ChatGPT-OpenAI

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Mariana Vasconcelos Rocha
Feito PorRenata
Jornalista econômica e especialista em política monetária, Renata construiu sua trajetória entre os bastidores do mercado financeiro e as redações mais influentes do país. Graduada em Jornalismo pela UERJ e com MBA em Gestão Financeira e Controladoria pela Fundação Dom Cabral, ela domina a arte de transformar relatórios densos do Banco Central, projeções do FMI e balanços corporativos em conteúdo estratégico e direto ao ponto. Antes de integrar a equipe do Giro Econômico News, Mariana passou por redações como Exame, Bloomberg Línea Brasil e Estadão Economia, onde se destacou na cobertura de câmbio, commodities e política fiscal. Sua abordagem combina rigor analítico com clareza editorial — cada artigo entrega ao leitor não apenas o fato, mas o contexto e o impacto prático no bolso do investidor. Fora das telas de cotação, Mariana pesquisa o avanço das fintechs de crédito no Nordeste e contribui como colunista convidada em podcasts sobre independência financeira feminina.
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