Captação recorde pressiona bancos tradicionais e abre nova fase de competição
Nubank – A recente onda de aberturas de capital das fintechs somou quase US$ 14 bilhões em 2025 e já se reflete em uma corrida sem precedentes por licenças bancárias, movimento que pode redesenhar o custo de crédito e as margens dos grandes bancos.
- Em resumo: 31 fintechs foram à bolsa em 2025 e 21 pediram autorização para virar banco nos EUA.
IPO bilionário injeta capital inédito nas startups financeiras
Levantamento da consultoria McKinsey, em parceria com a QED Investors, mostra que o volume de US$ 14 bilhões foi quatro vezes maior que o de 2024 e garantiu às fintechs 12 % dos 100 maiores IPOs globais. A sueca Klarna captou US$ 1,3 bilhão e a norte-americana Circle, US$ 1 bilhão, enquanto a Chime arrecadou US$ 800 milhões. Segundo dados compilados pela Bloomberg, a capitalização de mercado das listadas bateu o recorde histórico de US$ 850 bilhões.
“A licença bancária não isola uma fintech da regulação; ela remove completamente o amortecedor”, alerta o relatório “The Next Age of Fintech”.
Licença bancária vira a nova vantagem competitiva
Nos Estados Unidos, o Escritório do Controlador da Moeda recebeu 21 solicitações de novas licenças em 2025, superando os quatro anos anteriores somados. O tempo médio de aprovação caiu 40 %, favorecendo nomes como Paycom National Trust Bank e Erebor Bank. O Nubank já obteve sinal verde para operar como banco nacional norte-americano e, no Brasil, negocia a compra do Banco Caixa Geral Brasil para robustecer sua base de depósitos.
A pressão regulatória menor na Europa e na Ásia também acelera a tendência: Monzo conquistou licença na Irlanda, Revolut assegurou autorização no Reino Unido e KakaoBank chegou à Tailândia. Para os analistas, o selo bancário permite oferecer depósito, custódia e crédito com custo de funding mais baixo, além de elevar a confiança de clientes institucionais.
Em paralelo, o cenário de juros globais ainda elevados reforça a busca por captação direta do varejo. No Brasil, o spread bancário segue acima de 20 pontos percentuais, o que abre espaço para que fintechs licenciadas ofereçam crédito mais competitivo — potencialmente pressionando as receitas de intermediação dos bancos incumbentes nos próximos trimestres.
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Crédito da imagem: Divulgação / ChatGPT-OpenAI