Seca prolongada aciona térmicas e pressiona o bolso dos brasileiros
Aneel – A agência reguladora confirmou que a tarifa de energia continuará sob bandeira amarela em junho, acrescentando R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, reflexo direto da menor geração hídrica neste período seco.
- Em resumo: cobrança extra permanece por falta de chuvas e uso de térmicas.
Por que a conta fica mais cara mesmo com o reservatório “cheio”?
O Operador Nacional do Sistema (ONS) projeta precipitações abaixo da média em todos os subsistemas elétricos em junho, sinalizando uso intensificado de usinas térmicas, que têm custo maior de operação. De acordo com dados compilados pela Reuters, a energia térmica pode custar até quatro vezes mais do que a hidrelétrica, diferença repassada integralmente ao consumidor.
“A cobrança adicional de R$ 1,885 por 100 kWh busca cobrir o despacho térmico necessário para garantir o suprimento durante a estiagem”, pontuou a Aneel no comunicado oficial.
Efeito dominó: inflação e planejamento do ONS em foco
A manutenção da bandeira amarela ocorre no momento em que a inflação de energia acumulada em 12 meses já supera 6 %, segundo o IPCA. Caso as chuvas continuem escassas, analistas não descartam novo ajuste que pode elevar o índice geral de preços, obrigando o Banco Central a reavaliar o ritmo de cortes na Selic. Historicamente, cada 10 % de alta na tarifa elétrica agrega cerca de 0,35 ponto percentual ao IPCA, pressionando empresas que dependem intensamente de eletricidade, como siderúrgicas e fabricantes de alumínio.
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