Entenda por que a estatal mineira ainda vê caminho livre para vender ações
Copasa – Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários na última semana, a companhia de saneamento mineira assegurou que o parecer do Tribunal de Contas de Minas Gerais não inviabiliza a oferta pública de ações que pode tirá-la do controle estatal, afastando temores imediatos no mercado.
- Em resumo: TCE recomendou cautela, mas não proibiu etapas preparatórias da venda.
Por que o parecer do TCE-MG não enterra a venda?
O tribunal sugeriu que atos definitivos aguardem a conclusão de sua análise, mas liberou documentos preparatórios, permitindo que o governo estadual avance em estudos de precificação e estrutura jurídica. Segundo o ofício da Copasa, a transação ocorrerá por oferta de ações na B3, sem necessidade de edital de leilão tradicional, modelo alinhado ao Novo Marco do Saneamento. Dados compilados pela Reuters mostram que esse formato já foi testado com sucesso por outras estatais regionais.
“A estrutura analisada não envolve edital de venda nem leilão; trata-se de oferta pública de ações”, destacou a companhia no documento à CVM.
Impacto no mercado e no caixa do Estado de MG
A privatização é peça central do plano de ajuste fiscal do governo mineiro, que busca reduzir um déficit em torno de R$ 20 bilhões. Caso avance, a operação pode destravar recursos para investimentos em saneamento e reduzir a alavancagem do Estado, replicando movimentos vistos em São Paulo com a Sabesp. Analistas lembram que, desde 2023, o setor de água e esgoto passou a disputar capital com energia e infraestrutura graças à segurança regulatória proporcionada pela Lei 14.026/2020.
No mercado acionário, CSMG3 já acumula valorização de dois dígitos em 12 meses, refletindo a expectativa de prêmio de controle. Mesmo assim, a incerteza jurídica elevou a volatilidade recente: nas sessões seguintes ao parecer do TCE, o papel oscilou mais de 5% intradiário. Investidores institucionais acompanham não apenas o cronograma, mas também eventuais condicionantes ambientais, ponto sensível após episódios de racionamento hídrico em 2021.
O que você acha? A sinalização do TCE-MG foi suficiente para conter o apetite de compradores ou o mercado seguirá precificando a venda? Para aprofundar essa análise, visite nossa editoria de Mercado Financeiro.
Crédito da imagem: Divulgação / Copasa