Descubra por que a Covelita intriga curadores, joalheiros e investidores
Agência Nacional de Mineração (ANM) – Raríssima nos depósitos brasileiros, a Covelita ganhou os holofotes ao alcançar cotações de quatro dígitos por quilo em leilões internacionais, impulsionando a corrida de colecionadores por amostras “de vitrine”.
- Em resumo: oferta limitada e brilho azul-índigo elevam o valor do sulfeto de cobre a patamares de pedras preciosas.
Química incomum cria o efeito metálico que faz a peça valer ouro
Formada pela oxidação de jazidas de cobre, a composição simples (CuS) reflete a luz como uma “mancha de óleo”. Segundo dados da Reuters sobre o mercado de metais, o apelo estético supera o do cobre industrial, já que poucas minas produzem cristais inteiros.
Com dureza de apenas 1,5-2 Mohs e clivagem perfeita, cada lâmina pode se partir com a pressão de uma unha, tornando lapidação comercial praticamente inviável.
Oferta escassa pressiona preços e abre nicho de investimentos alternativos
Montana (EUA) e Sardenha (Itália) concentram a produção de peças museológicas. Em paralelo, a demanda por ativos tangíveis únicos cresceu 12% em 2023, segundo o Art & Finance Report, colocando minerais raros no radar de fundos patrimoniais. A Covelita se beneficia desse movimento, funcionando como “arte geológica” em portfólios de diversificação.
A valorização também reflete o rali do cobre na LME e o câmbio forte: cada grama importada chega ao Brasil até 35% mais cara, aponta boletim da ANM. Para quem opera joias exclusivas, isso significa repassar custos ou trabalhar com cápsulas de resina que protegem – e encarecem – a peça final.
O que você acha? A Covelita tem fôlego para permanecer como ativo de colecionador ou o hype vai esfriar? Para mais análises sobre commodities e investimentos alternativos, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / ANM