Pressão geopolítica perde força e devolve fôlego ao real
dólar à vista (USDBRL) – A moeda norte-americana escorregou 0,18% e encerrou a sessão a R$ 5,0190, refletindo o alívio nas tensões entre Estados Unidos e Irã e a expectativa de uma rota marítima livre no Estreito de Ormuz, crucial para o petróleo e, por tabela, para o fluxo de capital em emergentes.
- Em resumo: Otimismo diplomático enxugou prêmios de risco e manteve a cotação colada aos R$ 5,00.
Negociações EUA-Irã aliviam pressão sobre divisas emergentes
Autoridades de Washington e Teerã discutem um cessar-fogo que pode abrir o corredor de Ormuz em até 30 dias, segundo apuração da Reuters. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, reiterou que a diplomacia terá prioridade antes de “alternativas” militares.
DXY cedeu 0,26%, aos 98.978 pontos, sinalizando menor busca global por proteção em dólar.
Reflexos domésticos: Focus, eleições e trajetória da Selic
Internamente, o Boletim Focus elevou a projeção de IPCA 2026 para 5,04%, ultrapassando o teto da meta, enquanto manteve a Selic estimada em 13,25%. Apesar da inflação teimosa, a perspectiva de menor prêmio de risco externo sustentou o real. Pesquisas eleitorais que mantêm Lula numericamente à frente de Flávio Bolsonaro também entram no radar de investidores cautelosos.
No acumulado de maio, o dólar ainda sobe cerca de 1,8%, mas permanece abaixo do pico de R$ 5,32 visto em abril, quando o petróleo disparou com o temor de interrupções em Ormuz. Caso o acordo se confirme, analistas veem espaço para a cotação testar R$ 4,90, desde que o Banco Central dê continuidade ao ciclo de cortes de compulsórios e a inflação mostre arrefecimento consistente.
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Crédito da imagem: Banco Central / Divulgação