Simulação expõe limite de renda e impacto nas parcelas mensais
Caixa Econômica Federal – Após a elevação do teto do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) para R$ 600 mil, uma família que ganha até R$ 13 mil mensais descobre que só consegue financiar cerca de 71% do imóvel, precisando bancar R$ 170,8 mil na entrada e manter a parcela dentro de 30% da renda.
- Em resumo: com o teto ampliado, a entrada mínima sobe e o tipo de amortização (Price ou SAC) pesa no custo total.
Entrada robusta ou parcela maior? Price x SAC na prática
No sistema Price, a simulação conduzida pela fintech Liquid indica entrada menor, porém juros mais altos ao longo do contrato; já na SAC, o desembolso inicial cresce, mas o total de juros encolhe. De acordo com dados do Valor Econômico, a diferença pode reduzir o valor final pago em dezenas de milhares de reais ao fim de 35 anos.
“Mesmo com taxas mais baixas via MCMV, a renda continua sendo o gargalo: financiar 80% é raro; o padrão real fica perto de 71%”, calcula Thiago Yaak, fundador da Liquid.
Selic, FGTS e novos limites: por que o cenário mudou agora
A decisão do governo de reajustar faixas de renda e teto de preço ocorre num momento em que a Selic permanece em 9,00% ao ano e o crédito imobiliário perdeu fôlego em 2025. Com juros ainda elevados, programas subsidiados ganham relevância, mas exigem planejamento: o comprador pode usar FGTS para compor a entrada ou amortizar saldo, mas subsídios de até R$ 65 mil atendem somente quem ganha até R$ 4 mil, bem abaixo da Faixa 4.
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Crédito da imagem: Maria Ziegler / Unsplash