Tecnologia da Receita e IA reduzem erros e correm contra a malha fina
Receita Federal – Até as 18h de 29 de maio, o órgão já havia recebido 95% das declarações esperadas para 2026, ritmo superior ao de 2025 e impulsionado pela declaração pré-preenchida e por assistentes de inteligência artificial. A agilidade promete acelerar restituições e diminuir o risco de cair na malha fina, mexendo diretamente no fluxo de caixa de milhões de contribuintes.
- Em resumo: 60% dos declarantes usaram o modelo pré-preenchido, ante 50,3% em 2025.
Pré-preenchida assume protagonismo e encurta o prazo de entrega
Com dados automaticamente importados de fontes pagadoras, planos de saúde e corretoras, a declaração pré-preenchida ganhou status de “atalho oficial”. Segundo contadores, muitos contribuintes finalizaram o envio em menos de 15 minutos, índice impensável há poucos anos. A adoção crescente reforça a digitalização do Fisco, alinhada à estratégia de governo eletrônico citada pela Reuters.
“Com a pré-preenchida, o contribuinte corrige detalhes em vez de digitar do zero, economizando tempo e diminuindo erros”, analisa João Yanase, professor da Trevisan Escola de Negócios.
IA vira consultora, mas casos complexos ainda pedem olho humano
Ferramentas de IA, como chatbots, fizeram parte da rotina de quem não quis contratar um profissional. Contadores relatam alta na procura por esclarecimentos pós-envio, indicando que a tecnologia resolve dúvidas simples, mas pode gerar inconsistências em patrimônios maiores. A Confirp Contabilidade, por exemplo, viu a demanda crescer entre empresários com ativos no exterior, reforçando que declarações robustas continuam dependentes de análise especializada.
O movimento acontece em meio à expectativa de reforma tributária e à manutenção da Selic em 10,50% ao ano, fatores que elevam o cuidado com deduções e rendimentos de aplicações financeiras.
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Crédito da imagem: Divulgação / REUTERS