Saiba como evitar multa alta ao regularizar seu patrimônio imobiliário
Receita Federal – Quem manteve um imóvel fora da declaração do Imposto de Renda agora precisa correr: a autarquia já sinaliza cruzamento de dados em 2026 e pode aplicar multa de até 150% sobre o imposto devido.
- Em resumo: apartamento de R$ 350 mil deve entrar na DIRPF pelo valor de aquisição, não pelo preço de mercado.
Primeiro passo: inserir o bem na ficha “Bens e Direitos”
A recomendação de especialistas é incluir o imóvel na declaração deste ano e, se possível, retificar até cinco declarações anteriores. O campo “Bens e Direitos” aceita o registro retroativo sem penalidade extra, desde que a retificação seja entregue antes de qualquer intimação. Segundo levantamento da G1 Economia, mais de 1,3 milhão de contribuintes caíram na malha fina em 2025 por omitir patrimônio.
“O valor do imóvel a ser informado é sempre o de aquisição; atualização só ocorre com reformas comprovadas”, lembra Reginaldo Ramos, professor da UniDomBosco.
Venda, ganho de capital e isenções que podem salvar seu caixa
Se a venda ocorrer em 2026, o contribuinte deve usar o programa GCAP 2026 para calcular o ganho de capital e recolher o imposto até o último dia útil do mês seguinte à operação. Há duas brechas legais que zeram o tributo: vender o único imóvel por até R$ 440 mil ou reinvestir a totalidade do valor em outra residência em até 180 dias.
No cenário macro, a correção da base imobiliária interessa ao governo por elevar a arrecadação num ano em que o Tesouro persegue déficit zero. Em 2025, o IR sobre ganho de capital somou R$ 14,2 bilhões, alta de 9% sobre 2024, segundo dados do BCB. O reforço na fiscalização pode ampliar essa fatia e impactar o fluxo de caixa de famílias que planejam vender propriedades para investir na renda fixa, hoje com Selic a 9,25% ao ano.
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Crédito da imagem: Divulgação / Unsplash