Estudo indica que crescimento sem eficiência pode corroer até o último centavo de lucro
ZionLab – Em análise divulgada recentemente, a empresa especializada em infraestrutura digital alerta que a escalada de vendas no comércio eletrônico brasileiro deixou de ser sinônimo de rentabilidade e, em muitos casos, passa a sugar diretamente o EBITDA das operações.
- Em resumo: custos técnicos e taxas variadas podem transformar aumento de receita em perda de margem.
EBITDA escancara o “buraco negro” do crescimento
Ao examinar lojas de diferentes portes, a ZionLab detectou o mesmo padrão: quanto mais o faturamento avança, maior a pressão sobre despesas variáveis e estruturais. A constatação dialoga com levantamento do Valor Econômico sobre a compressão de margens no e-commerce, reforçando que o gargalo não está na venda, mas na eficiência operacional.
“Empresas que não fazem essa leitura acabam operando com uma falsa sensação de crescimento, enquanto sua margem é gradualmente comprimida por custos estruturais.” — Rafael Sartori, CEO da ZionLab
Custos invisíveis: da plataforma SaaS às perdas de conversão
Taxas proporcionalmente ligadas ao faturamento, investimentos crescentes em tráfego pago e limitações técnicas das plataformas SaaS formam uma combinação explosiva. Somam-se a isso ineficiências de conversão e dependência de terceiros, que “transferem silenciosamente” parte da margem ao longo da cadeia.
Para analistas, o momento do e-commerce se assemelha ao de 2015, quando o mercado começou a questionar a busca cega por “GMV” (gross merchandise value). De lá para cá, o setor movimentou R$ 262 bilhões em 2023, segundo ABComm, mas o apelo dos investidores migrou para geração de caixa e controle de custos.
Virada estratégica: de canal de venda a ativo próprio
A saída defendida pela ZionLab passa pela migração para soluções open-source, como WooCommerce, que eliminam fees sobre vendas e devolvem à empresa o controle sobre código, performance e personalização. Ao reduzir abandono de carrinho e dependência de mídia paga, infraestrutura deixa de ser “custo de TI” e passa a ser alavanca de margem.
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Crédito da imagem: Divulgação / ZionLab