Patrocínios milionários saem do digital e ocupam estádios, metrôs e até a Fórmula 1
Nubank – Com um desembolso estimado de R$ 50 milhões anuais para rebatizar o Allianz Parque, o banco digital deflagrou uma corrida por visibilidade física que envolve Mercado Pago, PagBank, Inter e a britânica Revolut. A estratégia mira tanto a confiança do investidor quanto o bolso do usuário comum que, agora, cruza diariamente com essas marcas fora da tela do celular.
- Em resumo: Bancos digitais trocam cliques caros por presença cultural para acelerar receita e cross-sell.
Por que estádios e estações viraram vitrine de fintechs?
Segundo levantamento da Reuters, o custo de aquisição de clientes no setor financeiro subiu mais de 30 % em dois anos, pressionando margens. Ao migrar parte do orçamento para naming rights, as fintechs buscam “mídia viva”, repetida a cada jogo ou viagem de metrô, explica Bruno Peres, da ESPM.
“Primeiro, gera pico de atenção; depois, permanece como ativo contínuo de presença”, pontua o professor, referindo-se aos efeitos de curto e longo prazo do investimento.
Impacto no mercado: escala simbólica e novas fontes de receita
O movimento ocorre em meio a uma Selic ainda elevada e competição acirrada nos cartões sem anuidade. Na prática, transformar arenas em outdoors permanentes ajuda a sustentar taxas de crescimento de contas ativas, hoje perto de 17,3 milhões no caso do PagBank. Além disso, benefícios exclusivos em eventos — como fast-pass e descontos com NuPay no IRONMAN — impulsionam cross-sell e frequência de uso, convertendo marketing em monetização.
Globalmente, a tendência também ganha corpo: a americana SoFi deu nome ao estádio onde Los Angeles Rams e Chargers jogam, enquanto a cripto OKX carimba a camisa do Manchester City. Para analistas, o Brasil apenas adapta o roteiro: mistura futebol, mobilidade urbana e cultura pop a um público já habituado ao pagamento instantâneo do Pix.
O que você acha? Naming rights valem o preço ou são só fumaça roxa? Para mais análises sobre a estratégia de marcas e resultados financeiros, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / ChatGPT OpenAI