Estratégia em FIDCs revela bastidores da digitalização do mercado brasileiro
Ouro Preto Investimentos – A gestora independente alcançou cerca de R$ 17 bilhões sob gestão em 140 fundos, reforçando como a queda de custos e a automação turbinaram o crédito privado no país.
- Em resumo: do “home broker” à popularização dos FIDCs, a casa mostra por que o investidor pessoa física nunca teve tanto poder de fogo.
Da advocacia à mesa de operações
Nascido em um tradicional núcleo de advogados, João Peixoto Neto trocou o tribunal pelo pregão ao identificar clientes com ações “esquecidas” antes dos anos 1990. Esse nicho o levou a abrir uma distribuidora e, mais tarde, a gestora que hoje responde por um dos maiores volumes de crédito estruturado do país, segundo levantamento da Reuters.
“Montavam 90 gestoras por ano e fechavam 89; sobrevivemos porque apostamos no crédito antes de ele virar moda”, resume Peixoto Neto.
Digitalização derrubou taxas e empurrou capital para FIDCs
O estopim veio com o home broker no fim dos anos 1990: a corretagem, que chegava a 0,5 % por ordem, despencou para cifras irrisórias. O investidor comum passou a negociar Petrobras sem sair de casa, enquanto instituições tradicionais perdiam margens. Esse choque tecnológico abriu espaço para os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) – veículo que corta o banco da equação e conecta empresas diretamente aos poupadores.
Hoje, com a Selic em dois dígitos e a inadimplência ainda no radar, o rendimento previsível dos FIDCs atrai quem busca prêmio acima do CDI sem a montanha-russa da Bolsa. Para as empresas, o canal oferece custo menor que linhas tradicionais, aliviando a tesouraria num ambiente de crédito mais caro.
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Crédito da imagem: Divulgação / Ouro Preto Investimentos