Recomendação de compra muda a rota dos papéis na B3
Petrobras – O Santander revisou recentemente sua visão sobre as ações ordinárias da estatal, elevando a recomendação de “neutro” para “compra” e ajustando o preço-alvo de R$ 35 para R$ 60, movimento que recoloca o papel no radar de gestores em busca de fluxo de dividendos elevado.
- Em resumo: banco vê espaço para dividendos extraordinários além do payout regular.
Preço-alvo salta 71% e acena para upside robusto
De acordo com os analistas Yuri Pereira, Eduardo Muniz e Nicole Alonso, a combinação entre geração de caixa forte e disciplina de capital da companhia sustenta um potencial de valorização de 71% frente ao último fechamento. A estimativa considera o cenário de óleo Brent ao redor de US$ 80, projeção em linha com os dados de referência da Reuters sobre o mercado de petróleo.
O trio calcula que a estatal poderá distribuir até 60% do fluxo de caixa livre em 2024, abrindo margem para um dividendo extraordinário que pode superar R$ 3 por ação.
Dividendos extras: quanto pode pingar na conta do investidor
Para além da euforia de curto prazo, o banco lembra que o atual estatuto de remuneração ao acionista exige que a dívida líquida permaneça abaixo de US$ 65 bilhões — hoje, esse indicador está próximo de US$ 58 bilhões. Se o petróleo seguir firme e o câmbio não fugir do controle, a janela para pagamentos adicionais continuará aberta.
O Santander ainda destaca que a política de preços domésticos, menos indexada ao Brent desde 2023, não tem inibido o resultado operacional, graças ao mix de exportações e às margens da área de refino. Esse equilíbrio ocorre em um momento em que o Banco Central mantém a Selic em trajetória de queda, fator que reduz o custo de capital e tende a valorizar empresas geradoras de caixa como a Petrobras.
O que você acha? Já incorporou a possibilidade de dividendos extras no seu portfólio? Para mais análises de mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Petrobras