Sem empatia, até a melhor tecnologia falha em engajar times e inovar
Daniel Goleman — referência global em comportamento organizacional — alertou recentemente, no São Paulo Innovation Week, que o avanço da inteligência artificial torna a competência humana de liderar pessoas ainda mais valiosa para empresas e investidores.
- Em resumo: máquinas executam lógica; liderar exige empatia, autogestão e construção de relacionamentos, segundo Goleman.
Empatia vira diferencial competitivo
Enquanto algoritmos aceleram tarefas analíticas, companhias que cultivam soft skills reportam margens até 20% maiores, aponta levantamento citado pela Forbes Coaches Council. Goleman reforçou que persuasão e criatividade nascem em ambientes seguros, onde a crítica não sufoca novas ideias.
“Os melhores líderes têm inteligência emocional. As máquinas não têm isso”, afirmou o autor de “Inteligência Emocional”.
Impacto direto na inovação e no valor de mercado
O alerta chega num momento em que o Fórum Econômico Mundial lista inteligência emocional entre as três habilidades mais demandadas até 2027. Dados do MIT Sloan mostram que squads com altos índices de empatia entregam até 30% mais projetos no prazo, reduzindo burnouts e turnover — economias que afetam diretamente o lucro por ação.
Além disso, desde que big techs como Microsoft e Google abriram programas internos de mindfulness, seus relatórios anuais indicam queda de 15% em falhas de produto, sinal de que a gestão de atenção — outro ponto destacado por Goleman — gera retorno financeiro mensurável.
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Crédito da imagem: Divulgação / São Paulo Innovation Week