Pesquisa revela aceleração do B2A e pressiona empresas por respostas em tempo real
Google – Levantamento de janeiro, conduzido com a Ipsos, aponta que 57% dos consumidores no Brasil já recorrem a agentes de inteligência artificial ao longo da jornada de compra, mudando o eixo de poder no varejo e nos serviços.
- Em resumo: IA passa a filtrar preços, marcas e avaliações, encurtando o caminho até o checkout.
Funil de vendas encolhe e branding vira critério de sobrevivência
Com a IA assumindo pesquisa, comparação e até pagamento, o estágio intermediário do funil praticamente some. Segundo Bruno Peres, da ESPM, “a lembrança de marca torna-se o grande diferencial”, sobretudo quando agentes autônomos eliminam anúncios tradicionais e priorizam relevância algorítmica. A tendência de otimização para assistentes (AIO) já disputa orçamento com o SEO clássico e exige metadados claros, reputação impecável e preços competitivos.
“O atendimento humano, que pode levar de 20 a 30 minutos, cai para poucos minutos ou segundos quando é feito por IA”, compara Walter Hildebrandi, CTO da Zendesk na América Latina.
Atendimento em segundos: métricas se transformam com BSAT e automação
A expansão dos chatbots faz empresas revisitarem indicadores. Além do CSAT, surge o BSAT para medir a satisfação com robôs, alinhado à expectativa de resposta instantânea. Para Hildebrandi, a divisão 80% IA e 20% humanos desloca funcionários para casos complexos, demandando empatia e análise fina dos dados.
Impacto macroeconômico: quem adapta primeiro colhe receita extra
A Confederação Nacional do Comércio estima que o e-commerce movimente R$ 185 bilhões em 2024, alta potencializada pelos agentes de compra. Se 42% dos viajantes já usam IA para caçar descontos, a disputa por tíquete médio se intensifica. Em setores de alto valor, como automotivo (38%) e bens duráveis (35%), a recomendação algorítmica pode deslocar participação de mercado em questão de semanas. Para não ficar fora do carrinho digital, companhias reforçam dados estruturados, reviews verificadas e programas de fidelidade integrados.
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Crédito da imagem: Divulgação / Época Negócios