Mercados asiáticos caminham no fio da navalha com tensão no Golfo
BOLSAS ASIÁTICAS – Em uma sessão de ganhos moderados, mas carregada de cautela, os índices do continente fecharam no positivo nesta terça-feira (7), enquanto investidores aguardam o limite de 21h (horário de Brasília) imposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para que o Irã reabra o estratégico Estreito de Ormuz.
- Em resumo: Taiex avança 2,02%, petróleo segue em alta e o risco geopolítico domina as mesas de operação.
Taiex puxa a fila; Nikkei fica de lado e Hong Kong fecha
O Taiex taiwanês liderou a região, saltando 2,02% aos 33.229,82 pontos, seguido pelo Kospi sul-coreano, que subiu 0,82% e encerrou a 5.494,78 pontos. Em Tóquio, o Nikkei praticamente estacionou, com leve alta de 0,03%, terminando a 53.429,56 pontos. Já na China continental, o Xangai Composto ganhou 0,26%, e o Shenzhen Composto avançou 0,80%. Não houve pregão em Hong Kong devido a feriado local.
O Estreito de Ormuz concentra cerca de 20% do tráfego mundial de petróleo, segundo a U.S. Energy Information Administration (EIA).
Petróleo em rali reforça clima de aversão a risco
O movimento positivo nas ações veio acompanhado de novo rali do petróleo. O barril do Brent, referência global, opera nas máximas de quatro meses, impulsionado pelas ameaças de retaliação de Washington caso Teerã não aceite o cessar-fogo. De acordo com a Reuters, a commodity já acumula alta superior a 12% nas últimas três semanas, alimentando temores de inflação importada em economias altamente dependentes de energia, como Coreia do Sul e Japão.
No fim de semana, Trump chegou a mencionar a destruição de infraestrutura crítica iraniana – usinas elétricas e pontes – se o pedido de reabertura for ignorado. Ontem, o governo do Irã recusou uma trégua de 45 dias mediada por potências regionais e exigiu o fim definitivo do conflito, jogando ainda mais lenha no mercado de petróleo.
Por que isso importa para o seu bolso e para a Bolsa brasileira?
O forte ganho de Taiex e Kospi sinaliza rotação de capital para tecnologia, já que Taiwan e Coreia do Sul são hubs globais de semicondutores. Caso o impasse no Golfo escale, analistas veem potencial de alta adicional nas ações de energia listadas na B3, mas alertam para impacto negativo em empresas intensivas em combustíveis. Vale lembrar que o índice brasileiro tem correlação histórica com o preço do petróleo e, em 2019, subiu 4% em semanas de tensões semelhantes.
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Crédito da imagem: Divulgação / Money Times