Disputa entre bancos e fintechs acelera corrida pelo consumidor sem cartão
Banco Central – Dados exibidos na transmissão da Band e compilados pelo BC mostram que o Pix P2B já movimenta R$ 3,5 trilhões, encostando nos R$ 4,3 tri dos cartões. Agora, a chegada do parcelamento sobre esse trilho abre espaço para um salto de vendas e redução de custos no varejo.
- Em resumo: Pix Parcelado permite ao lojista receber à vista e ao cliente dividir a compra, pressão direta sobre o MDR dos cartões.
Do cheque pré-datado ao Pix: a virada de cinco anos
Enquanto os cartões levaram três décadas para dominar o crediário, o Pix conquistou a mesma fatia em apenas cinco anos, segundo levantamento do Valor Econômico. Nesse horizonte, DOC saiu de cena, TED perdeu relevância e o cartão de débito encolhe desde 2022.
“O que os cartões construíram em 30 anos, o Pix percorreu em cinco”, apontam os autores do estudo citado pela Band.
Impacto macroeconômico: crédito barato em meio à Selic em queda
Com a taxa Selic recuando para 10,50% ao ano e expectativas de inflação ancoradas, o custo de capital para financiar o consumo tende a cair. Fintechs enxergam nesse cenário uma chance de precificar o risco abaixo do MDR tradicional, entregando parcelamento via Pix até 30% mais barato que no cartão, segundo projeções internas do setor.
Além disso, a inclusão de milhões de brasileiros que antes operavam somente em dinheiro gera um novo histórico transacional. Esse rastro digital alimenta modelos de crédito baseados em inteligência artificial, ampliando limites para trabalhadores informais e microempreendedores – público que a indústria de cartões nunca serviu plenamente.
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Crédito da imagem: Divulgação / Banco Central