Imposto sobre compras de até US$ 50 segue incerto e mantém varejo em suspense
Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) – Em pleno sábado, o vice-presidente Geraldo Alckmin admitiu que o Planalto ainda não cravou se manterá a chamada “taxa das blusinhas”, tributo que incide sobre compras internacionais de até US$ 50. A indefinição sustenta uma dúvida bilionária no caixa federal e pressiona tanto varejistas locais quanto consumidores que recorrem a plataformas estrangeiras.
- Em resumo: R$ 5 bilhões arrecadados em 2025 podem desaparecer caso o imposto seja revogado.
Emprego versus preço baixo: o dilema das varejistas nacionais
Entidades que representam 67 setores da indústria e do comércio enviaram ofício a dados compilados pela Reuters alertando que a revogação da taxa pode ampliar a perda de competitividade frente aos produtos asiáticos, especialmente chineses, e pôr em risco milhares de postos de trabalho.
A Receita Federal registra R$ 425 milhões arrecadados apenas em janeiro deste ano, avanço de 25% sobre o mesmo mês de 2025.
Pressão política, meta fiscal e impacto no câmbio
No tabuleiro fiscal de 2026, cada centavo conta: cortar R$ 5 bilhões pode obrigar o Tesouro a buscar receitas extras ou enxugar gastos – movimento que tende a reacender o debate sobre novas fontes de tributação e a percepção de risco do investidor estrangeiro. Analistas lembram que, em 2023, quando medidas semelhantes foram discutidas, o dólar subiu 4% em poucas sessões diante do temor de rombo adicional.
Além disso, a manutenção da taxa vem sendo vista por parte do governo como contrapeso à queda recente da produção industrial nacional. Caso a alíquota seja retirada, o consumidor tende a ganhar no curto prazo com preços menores, mas a cadeia de suprimentos local pode se retrair, afetando arrecadação de ICMS e empregos formais.
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Crédito da imagem: Divulgação / VPR